O carnaval de Canas, desculpem a repetição, é de facto único. È um carnaval simples e composto simultaneamente; simples na espontaneidade com que se elabora e vive e composto pelas várias fases por que passa até á final no despique. È no despique que cara a cara se vertem as emoções, expressam o sentido de vitória, e “derramam” a essência única, intocável, resistente, que constitui o segredo da existência e longevidade do nosso carnaval.
Desenvolver forças contrárias para contrariar este movimento, que me atrevo a classificar de inato existente nos Canenses, estará votada ao fracasso.
Desenvolver forças contrárias para contrariar este movimento, que me atrevo a classificar de inato existente nos Canenses, estará votada ao fracasso.
Não juntem carnavais que não têm qualquer identidade, o Carnaval de Canas com o de Nelas.

Por isso, estou convicto que as marchas do Paço e do Rossio vão manter a tradição da grande festa de Canas e de forma mecânica, automática, irão auto-organizar-se no desfile e realizar o despique que nenhum dos foliões dispensa.