‘… o presidente da junta quer, a junta quer, o povo de canas quer…e, baboso…’
A câmara fez uma das suas reuniões ordinárias em 9-7-2013 com a presença de 9 pessoas do público no edifício da junta de freguesia em Canas.

Aberta a sessão a Sra. Presidente informou que a reunião era pública para possibilitar o esclarecimento ou colocação de alguma questão ao executivo por parte do público.
Dos assuntos tratados com interesse para Canas, a câmara deliberou adquirir 50 livros “Não venhas tarde” , encargo que vai reverter a favor do “canto e encanto”
Também que vai proceder à cerimónia de escritura de um pavilhão para a associação do Rossio e dar seguimento a uma decisão da associação que dá o pavilhão velho à câmara e de seguida, a câmara, fará a transferência para a Junta de Freguesia.
Aumento taxas industriais de cerca de 60 para 200 €
por imperativo legal.
Dada a palavra ao público, houve 1 elemento que colocou as seguintes questões:
1- Parque Industrial da Ribeirinha – Pretendia saber qual a intenção da câmara, se tinha desistido do parque, porque não se vê qualquer intervenção, nomeadamente das infraestruturas em falta e atualmente estão lá milhares de toneladas de resíduos?
2- A câmara vai ou não construir o centro escolar de Canas, é sabido que os alunos da área de nelas têm melhores condições que os da área de Canas, inclusive e por exemplo, os de Canas praticam educação física num ginásio de areão e quando o tempo permite.
3-Existia no Plano de Obras da câmara uma estrada que ligava a zona do cemitério à rotunda da Boiça, esta obra já não consta, pergunto: a câmara desistiu de a fazer?
Um elemento do público chamou de imediato baboso à pessoa que acabou de colocar as questões à câmara, atitude de desrespeito e incapacidade de entender o direito que assiste ao público de livremente fazerem as perguntas.
O vereador Marques começou a responder à 1ª questão dizendo que ele queria cá os industriais, que os outros não queriam em voz alta e agitada,
o autor da questão disse-lhe que não foi essa a pergunta;
respondeu que era para fazer uma introdução, mas o elemento que questionou voltou a dizer-lhe para responder à pergunta, que não percebia o porquê daquele discurso; queria apenas a resposta sobre o parque industrial,
o senhor vereador, cada vez mais irritado, disse ao interlocutor para apontar as obras que as outras câmaras fizeram,
a este desafio o elemento do público respondeu que estava a fazer a pergunta à atual câmara e que mais uma vez não via relação entre a pergunta e o que o senhor vereador dizia,
continuou a falar a dizer que fez as rotundas e não queriam que se fizessem obras etc., o interlocutor voltou a dizer-lhe que a cassete era velha, que o que pretendia era apenas a resposta á pergunta.
O vereador continuou a dizer que a preocupação e a urgência foram as rotundas por causa das mortes que houve,
o interlocutor observou: viu-se, por isso é que começaram logo,
então o vereador acrescentou que não começaram, mas colocaram placas para limite de velocidade.
Finalizou dizendo que para informação desse senhor, a câmara vai alugar uma máquina para reciclar os resíduos do parque e transformá-los para utilizar nos caminhos florestais de Canas.
Tomou a palavra a presidente da câmara para responder às outras duas perguntas, em tom normal e de esclarecimento.
Sobre o-centro escolar de Canas, que era contra os centros escolares etc, que estava por provar que os alunos tinham melhores resultados, etc,
o autor da pergunta comentou: mas fez em nelas.
A presidente disse que era uma opinião pessoal e que em Canas, para já não se ia fazer, não estava programado, porque o presidente da Junta e a junta não queriam.
Sobre a estrada prevista entre a rua da estação junto ao cemitério e a rotunda da boiça, ela não consta porque como disse na resposta anterior, tudo se faz de acordo com o presidente da junta e a junta e esta não entendeu nesse sentido.
Um vereador ainda quis falar sobre estas 2 questões, mas o interlocutor disse à presidente que estava esclarecido.
O presidente da junta, que estava no corredor, entrou na sala bastante agitado com uma palete de água e distribuiu pelos presentes com exceção do elemento que fez as perguntas, de seguida retornou à sala e sem que lhe fosse dada a palavra, interrompeu para dizer: “ O presidente da junta quer, a junta quer, o povo de canas quer …e que se ia candidatar à junta, que apoia a câmara e era assim…“
Esta declaração motivou uma salva de palmas da maioria da câmara
.
Finda a reunião o senhor presidente da junta não se conformava por terem dado a palavra ao público, dirigindo-se para a presidente e vereadores a dizer que não tinham nada que conceder a palavra, que não era pública e pronto…