quarta-feira, 19 de maio de 2010

Traçado do IC37 – Solução 1 ou 2


A construção do IC37 constitui para Canas uma via de importância estrutural e estratégica, na ligação à capital do Distrito Viseu e no potencial desenvolvimento da ZI da Ribeirinha.
Como não foram analisados os mapas e a discussão em torno do traçado foi monopolizada pelo presidente da junta, era importante que alguém elucidasse sobre os acessos ao IC37 através do Nó Poente de Nelas, haverá alguma paralela à IC12 (estou a referir-me a quem acede a partir de Canas), já no caso do Nó das Caldas da Felgueira (no Folhadal), é claro o acesso através da actual estrada municipal para a Felgueira. Esta foi uma situação referida muito levemente pelo membro afecto ao Ps, mas à qual não foi dada qualquer atenção, pela forma anormal como decorrem estas sessões.
A assembleia extraordinária da assembleia de freguesia realizada em 16.05.2010 (domingo) revestia-se de grande importância na análise do estudo de impacte ambiental, discussão e apresentação de proposta de escolha de um dos dois cenários do estudo, solução 1 e solução 2.
Aberta a sessão fora do horário de convocatória (presumo que o presidente da assembleia julga estar a presidir a uma sessão de uma associação, em que os estatutos permitem que a mesma ocorra ½ hora ou 1 hora depois, com a presença de qualquer numero de associados), o presidente da assembleia (já nos habituou à sua “ignorância regimental”) deu a palavra ao presidente da Junta que jamais se calou e tinha ocupado a mesa da assembleia, numa total balbúrdia entre a mesa e o mesmo.
Mas mais, o presidente da junta disse que integrava o texto dos membros afectos ao CIM na proposta aprovada em sede de reunião de Junta de Freguesia ocorrida em 12.05.2010, o que significa que ia alterar a deliberação que aprovou, alterar o conteúdo de uma reunião passada e colocar matéria tratada na assembleia de Freguesia na Junta de Freguesia. (extrapolem-se estes actos e comportamentos de um presidente de junta).
O presidente da Junta apresentou uma proposta da junta sobre o traçado do IC37 optando pela solução 1, referindo que não se importava de incluir um parágrafo do CIM (membros da assembleia em minoria), repetindo enfaticamente que não se importava de incluir o texto, que não acrescentava nada que não estivesse previsto, mas pronto, ia assim, esta proposta (havia mais que não foram apresentadas) acabou por ser colocada á votação e aprovada por unanimidade dos membros presentes.
Inacreditavelmente, o presidente da junta que não é membro da assembleia, evitou que os restantes elementos apresentassem qualquer proposta, evitou que em conjunto fosse analisado o estudo, que se discutisse e esclarecessem pormenores, ficando alterado sempre que havia uma tentativa de intervenção dos outros membros a condenar a postura conhecida da câmara, que vai votar pela SOLUÇÃO 2, acção que é uma repetição reforçada feita em 2008, quando da 1ª apresentação dos vários cenários do traçado.
Ponto negativo para a intervenção do público (afecto ao presidente da junta) pediu a palavra não para colocar qualquer questão sobre o assunto em análise, mas para “acusar” os membros do CIM sobre o IC12 (a questão em apreço era o IC37) e para elogiar a junta e o seu presidente, mais uma vez o presidente da assembleia não foi capaz de exercer a sua competência de dirigir uma sessão, deixando claramente infringir o regimento.

23 comentários:

MANUEL HENRIQUES disse...

Boa Noite

Não estou inteiramente de acordo com a apreciação que faz da sessão do passado Domingo.

O CIM revê-se na moção aprovada, para a qual contribuiu. Só a Solução 1 serve Canas de Senhorim.

A questão do IC 12 seria não para o CIM mas para pessoas afectas ao PS (pelo que percebi). Não conheço a opinião de todos os CIM, mas a esmagadora maioria das pessoas sempre defendeu o Nó da Boiça .
Mas concordo que a intervenção em causa foi um pouco extemporânea.

Cumprimentos

Anónimo disse...

solução 1 inquestionávelmente e a proposta aprovada foi a 1, unica proposta que incluia um paragrafo do CIM, mas que o presidente da junta várias vezes referiu que não se importava de integrar.
Reforçando, não se esperava outra escolha que não fosse a SOLUÇÃO 1, a forma usada não tinha que ser necessáriamente vertida numa proposta, preferia que cada grupo apresentasse a sua, onde iriam haver três propostas a favor da solução 1

Anónimo disse...

atão o Sarafim foi apoiar o Vendedor LP, não vá este lembrar-se de fazer o canas em movimento(parado) na feira de exposições da câmara, em vez da piscina

não basta estar livre de alguns encargos pesados (energia)

Anónimo disse...

o presidente da junta transforma a assembleia de freguesia, tipo a antiga UNião Nacional no seu funcionamento

a história é que a proposta foi da maioria, os outros grupos, não souberam, não quiseram ou não deixaram, que apresentassem propostas

Anónimo disse...

nos bastidores fala-se em fazer um comicio, o LP vai explicar o seu trabalho incansável ao serviço da freguesia,
dizem que não faz nada, embora a proposta tenha absorvido 5 longas horas de trabalho ao nosso caudillo.

antonio disse...

vale a pena assistir às assembleias de freguesia,
fazem-se apostas para ver se alguém fala, além do LP

Anónimo disse...

Há muito malta qur fala mas que nunca esteve em nenhuma Assembleia.
A mafalda e a sua equipa estão de parabens pois há 10 anos que a Assembleia não estava tão dignificada.
Sobre esta Assembleia estive lá e gostei do que vi. Não critiquem sempre. O regedor esteve bem

Anónimo disse...

uma assembleia não é um encontro para um jantar

Anónimo disse...

O SÉQUITO DO lp anda a tentar desviar a responsabilidade do IC37 para o Ps, então quem tem a maioria na câmara?

quem tem o MANAGER da câmara Luis Pinheiro a concordar e apoiar a câmara na solução2, embora para consumo interno tenha dito que quer a solução 1.

preguntem-lhe qual foi a sua posição no passado?

enviou uma carta à câmara, mas antes avisou-os para não ligarem, era só para calar os colegas.

inconformista disse...

Acabar com freguesias. Fechar municípios

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
6º feira, 21 de Maio de 2010

O nosso mapa autárquico é um absurdo. Temos 308 câmaras e 4251 juntas. Esta divisão política transporta o país para a época em que as distâncias eram vencidas pela carroça.
I. A médio prazo, Portugal precisa de repensar o seu mapa autárquico, outro cliente habitual da tasca do défice público. No ano da graça de 2010, é simplesmente patético esta coisa de termos 4251 juntas de freguesia e 308 câmaras municipais. Se recuarmos até à Monarquia Constitucional, vamos descobrir que o mapa autárquico de 1870 não deve ser muito diferente do mapa autárquico de 2010. É caso para perguntar: alguma coisa muda na política deste país?

II. As três centenas de câmaras devem ser repensadas: temos de fazer, digamos, algumas fusões autárquicas. Não pode haver uma câmara municipal junto à porta de cada português. Com a diminuição de câmaras, poupa-se dinheiro e ganha-se eficiência. O mesmo raciocínio aplica-se às juntas de freguesias. Como é possível haver mais de 4 mil juntas? Como? Nós temos de acabar com centenas ou mesmo milhares destas juntas. Temos de fundir esses serviços. As juntas que "sobrarem" serão mais eficientes, responsáveis (e responsabilizáveis).

III. O mapa autárquico é um absur do embaraçante, mas os partidos vão resistir à mudança. É fácil perceber porquê: com menos câmaras e freguesias, as matilhas de caci- ques seriam obrigadas a sair do quentinho partidário e a procurar trabalho no frio da vida real.

Anónimo disse...

pois o futuro é mesmo este a fusão de Concelhos o Lp sabe-o à muito, aliás até sabia que Canas nunca ia ser concelho, serviu-se e serve-se do movimento cxonforme as suas conveniencias primeiro foi para derrotar o zé agora é para ir para o lugar do zé

Anónimo disse...

isto de extinção e fusão de concelhos e freguesias é lirismo,

quando se falou neste tema nem sequer conseguiram extinguir freguesias na capital IMAGINEM agora extinguir um concelho,

por outro lado este pensamento é lamentável ter voz em Canas, Vizela, Odivelas, Trofa NUNCA PENSARAM ASSIM, Canas está mesmo mudada, vendida

Anónimo disse...

o uq eo LP sabe é da sua(dele) carteira

Alexandre disse...

Concordo mais com a extinção de freguesias do que com a dos concelhos mas, parece-me, que alguns não fazem sentido algum.

Julgo que a vontade política virá quando as pessoas se preocuparem mais com questões que julgam, agora, inabaláveis. Lembremos-nos que há apenas 35 anos nem sequer eleições havia e que será muito fácil atingir, na conjuntura actual, os pressupostos para que muitos sejam favoráveis à extinção de muitos concelhos e freguesias.

A extinção de concelhos não é, em si, uma coisa má. Apenas o será se o centralismo agora vigente continuar a existir, investido-se apenas nas sedes de concelho. Os que agora defendem esse centralismo, porque dele beneficiam de alguma forma, são os mesmos que estão contra esse mesmo centralismo aplicado em maior grau, o que não deixa de ser quase caricato.

Aguardemos e que Canas não saia, de alguma forma, prejudicada.

Cumprimentos

docccanas disse...

vejamos:
numa perspectiva económica acomodada pela actual crise, podemos ser levados a pensar que extinguir concelhos, extinguia-mos despesa,(morre o bicho,morre a peçonha) ou mesmo, extraindo a ideia do anterior comentário, de que podia haver centralização dos gastos na nova sede dos concelhos reunidos, portanto muitas em um; para uma solução destas ter êxito (redução da despesa) era necessário um desinvestimento nas extintas sedes de concelho, na prática só estariamos a copiar a reforma do Mouzinho 100 e tal anos depois,

outra vertente seria a tal fusão sem desinvestimento nos extintos concelhos e aqui, só se conseguia fazer com recurso á obrigatoriedade da Lei, beliscando a autonomia administrativa e financeira.

Também não consigo ver onde é que a fusão de concelhos ia poupar dinheiro, o mega concelho resultante da fusão deixaria de ter sete vereadores para ter 12(?) em função do número de eleitores ou da população, as escolas iam ser as mesmas e toda uma série de competências que a não serem também extintas, iam obrigar aos mesmos recursos (excluindo uma ou outra fusão de actividades).

Sinceramente, se os governantes quisessem racionalizar a aplicação dos recursos públicos nas autarquias, diminuindo em muito as assimetrias e reduzindo o descontentamento das populações em relação às sedes dos concelhos, BASTAVA que estabelecessem regras (minimos) de investimento concelhio em função de critérios, A EXEMPLO DAS REGRAS que utilizam para transferirem para os Municipios os fundos do orçamento do estado -[FEF-fgm+fcm,FSM-tem a ver com as escolas,lares,creches,- participação no IRs;

estabelecia-se um montante x de investimento obrigatório por freguesia do concelho em função de critérios prévia e legalmente estabelecidos-podia ser habitantes e àrea + um fundo Comum, a gastar em investimento de interesse tranversal municipal (tinha também que haver regras económicas e politicas).

Por fim, uma pergunta ao ilustre Alexandre:
Acredita que Viseu tivesse parque Industrial, acredita que Gondomar tenha aquele complexo desportivo e tantos outros equipamentos de outros Municipios, SE NÃO EXISTISSE ESTE MODELO DE MUNCIPALISMO PÓS 25 DE ABRIL com autonomia administrativa e financeira?

Alexandre disse...

Meu caro doc,

A mim parece-me que é preciso alterar muita coisa. Mesmo muita.

A tão propalada autonomia só é boa para quem toma as decisões e não o tem sido para quem paga impostos. Canas de Senhorim é disso prova. Pagamos o mesmo que a sede de concelho mas, a tal autonomia, que tudo permite, deixa-nos praticamente sem investimento, ou seja pagamos (com as outras localidades) para sustentar o desenvolvimento na sede. Este modelo é, com maior ou menor grau, aplicado em quase todo o país.

Daí que eu gostasse de ver os actuais beneficiários no lugar de vítimas para perceber quais seriam os seus argumentos.

Se a extinção de freguesias e concelhos fosse feita nos pressupostos da lei actual, claro que as poupanças não seriam assim tantas mas, ainda assim, seriam feitas poupanças. Mas esta mudança, difícil, teria obrigatoriamente de ser acompanhada por uma moralização e emagrecimento nos "jobs for the boys" a começar pela excepções a actual lei que são Lisboa e Porto.
Os meios de comunicação que actualmente existem, físicos e virtuais, não justificam concelhos de diminuta dimensão. Seria preferível criar serviços desconcentrados e ágeis (no estilo das lojas do cidadão) em mais localidades do que ter CM e JF que servem para dar emprego a amigos e pouco mais. Quase nada se discute, não sei se por falta de massa crítica se por outra razão, mas atente-se às AM e JF actuais.

O modelo autárquico tem vantagens mas tem de ser reestruturado e controlado. Não quero que este sirva apenas para transferir centralismo de Lisboa para as sedes de concelho. Se for para isso não valerá muito a pena. Viseu, Gondomar e outros não podem crescer à custa das suas próprias localidades. Se é esse o modelo, não estamos a crescer estamos a mudar-nos e mudar de sítio acarreta custos e poucos proveitos. Se é para ser assim então, com coerência, calem-se quando Lisboa faz exactamente o mesmo mas num degrau ou dois acima da escada.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Vamos ter novidades sobre o IC37.
Uma grande movimentação ter que ser feita contra a plano defendido pela camara municipal de nelas.
O LP não pode entrar nessa movimentação de massas porque a proposta da junta é uma farsa.

Anónimo disse...

a proposta da junta é de facto uma farsa, ela surge porque a oposição CIM levantou a questão na assembleia anterior à extraordinária, pior que se calarem com o apoio implicito à solução da câmara, seria o CIM apresentar a proposta de defesa da solução 1; desta forma conseguiram que o CIM não apresentasse proposta e tentaram mostrar localmente que estão contra a solução da câmara.

È duvidoso que a deliberação da assembleia tenha chegado às várias entidades, como por ex: cmnelas Amunicipal de Nelas, APA-agência portug. do Ambiente e até às Estradas de Portugal.

"às tantas, o sr presidente da junta levou os documentos em MÃO"

Anónimo disse...

A PROPÓSITO, onde para a moção aprovada na Assembleia de Freguesia?

alguém sabe qual o seu destino?

DEu saída oficial da junta?

desmacarem estra trupe de mentirosos

Anónimo disse...

também gostava de eaveriguar onde pára a moção, se é que a fizeram

Anónimo disse...

a moção deve ter sido dada ao presid. da junta para a levar em MÃO!!!!! AINDA VÃO NO ENGODO deste vendedor e do seu estado maior?

Anónimo disse...

in "As Beiras", 9.06.10

NELAS Solução 1 do Estudo de Impacto Ambiental do IC37 defendida em petição

Empresários, autarcas e outros cidadãos de Nelas defendem a solução 1 do Itinerário Complementar (IC) 37, por considerarem ser aquela que melhor contribuirá para “um desenvolvimento harmonioso do concelho”, em termos económicos e sociais.
Termina hoje o período de consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental do IC37, entre Viseu (A25-IP5) e Seia (IC7), tendo o grupo subscrito uma petição que foi entregue à Câmara de Nelas e à Agência Portuguesa do Ambiente.
“Foi subscrita por cerca de mil pessoas, entre empresários de vários sectores económicos - desde o de hotelaria ao termal, passando pelo industrial -, presidentes de juntas de freguesia e outras pessoas em nome individual”, disse à agência Lusa o comerciante António Minhoto, um dos subscritores.
A petição refere que “o traçado da solução 1, que atravessa o concelho a poente de Nelas, serve de forma equitativa todas as suas freguesias, núcleos industriais e a estância termal da Felgueira”.
Já o traçado da solução 2 “contorna Nelas por nascente” para “permitir o acesso, de forma mais rápida, à zona industrial de Nelas 1”, e “desenvolve-se ao longo da linha limite do concelho”, sendo que “os seus nós de ligação afastam-se da maioria dos aglomerados populacionais do concelho de Nelas".

Anónimo disse...

ONDE para a transfigurada moção sobre o IC37 aprovada em assembleia de freguesia???